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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O preconceito é que faz de você um escravo!



"O preconceito é que faz de você um escravo!"


Somos um ser em plena evolução, adquirimos novos aprendizados a cada dia, acumulamos informações que influenciam diretamente em nossas decisões e atitudes. Pessoas acumulam vasta experiência ao decorrer do tempo e por muitas vezes, são caladas pelo preconceito e rótulos da sociedade.
Quando se fala de preconceito, como já diz a palavra vem de um prejulgamento, conceituar algo ou uma pessoa sem antes conhecer de fato. Tem também o julgar pelo passado ou até pela primeira vista. Ao ver o desempenho de uma pessoa, logo já se define a sua personalidade ou seu caráter. Para ter o direito do julgamento deveríamos então ser perfeitos e completos, porém não somos, mas vivemos em uma sociedade que vive nos dando rótulos o tempo todo.
Já imaginou o quanto perdemos por julgar uma pessoa? Quanto conhecimento ou potencial são desperdiçados?
Contudo a capoeira ainda sofre o preconceito de origem, o que entristece é que o maior deles está em sua própria terra, porém assim como ela se adaptou a várias situações para chegar até aqui, agora também não será diferente. A história da capoeira vem enriquecendo e se torna mais forte a cada dia.
A abolição da escravidão, o reconhecimento como esporte, Patrimônio cultural do Brasil e agora Patrimônio Imaterial da Humanidade, são algumas das grandes conquistas da capoeira que atrai um novo olhar agregando um pouco do valor que ela merece. Mas não basta admirara-la para dizer que a conhece, para conhecer de fato precisamos viver a capoeira, entender essa arte é no dia a dia, mantendo-se próximo. Não veja a capoeira como uma religião, pois está muito além disso. Não precisamos abandonar uma religião para praticá-la, ela acolhe a todos. Assim como também não precisamos abandonar profissões, família ou qualquer outra coisa que nos faz bem. Mas o certo, é que a capoeira vai te proporcionar o equilíbrio de tudo e apontar uma direção segura para viver a vida com qualidade.
Como dizemos no início deste post, perdemos muito por julgar antes de conhecer, então aqui vai uma bela dica da capoeira para nos adaptarmos a essa realidade e vencer mais essa barreira que é o preconceito.
Não deixe que os rótulos da sociedade te aprisionem, quando definirem sua profissão, saiba que você é capaz de ir além e aprender profissões novas, quando te julgarem pela cor, entenda que a ignorância não é sua, quando te julgarem por ser capoeirista, saiba que eles ainda não entenderam que a capoeira é o resumo de tudo, que ela pode ser tudo que momento determinar e que todos os rótulos do mundo não poderiam defini-la.


            A capoeira é símbolo de resistência e luta pela liberdade e aqui o cativeiro é o preconceito. Livre-se dele, estude, pesquise, entenda e compreenda. O conhecimento é a sua melhor arma nessa batalha e se decidir estamos aqui para lutarmos juntos por uma sociedade livre de suas próprias mazelas.


Um grande abraço, Miau!



Mundo do avesso - Fala Manso



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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Musicalidade na Capoeira

Tocando instrumentos de capoeira

       Musicalidade na Capoeira é um dos temas que me foi sugerido essa semana, e é com muito prazer que eu venho a tratar desse assunto, pois é parte de extrema importância na característica dessa arte, tanto no presente como no seu contexto histórico.
        E para escrever sobre a musicalidade na capoeira, nada melhor do que narrar de modo bem simples uma bela e triste história do negro, dando um ar especial em seu contexto musical.

Musicalidade na capoeira


         Há muito tempo no Brasil por volta do século XVI, enquanto nosso país ainda era colônia de Portugal, havia um povo que prestava mão de obra escrava aos senhores de engenho, um povo reprimido que era constantemente castigado e torturado de forma totalmente desumana. O povo negro, que pagou com sangue e suor o luxo e o glamour da tirania brasileira.

        Diante de tal repressão, havia a necessidade de uma batalha, ou melhor, uma guerra pela liberdade. Mas como lutar sem armas? Como sobreviver sem uma boa nutrição? Como vencer uma guerra contra um povo letrado e com inteligência militar? E a resposta para essas e outras perguntas que diminuíam o negro, se deu pelas humilde e astuta raízes da cultura africana que os negros nos deixaram de presente com a Capoeira.

instrumentos da capoeira
         O negro fez do seu corpo a sua arma, mas se os senhores notassem, logo tudo estaria perdido, então criaram uma arte marcial em forma de dança. Mas e aí? Como dançar sem música? Surge então ao som dos tambores, uma dança guerreira! Com a evolução e a necessidade, vieram os demais instrumentos. Além do atabaque temos, o trio de berimbau, o caxixi, o pandeiro, o agogô e em alguns seguimentos de grupo, se usam o ganzá ou reco-reco.




         Com o tempo a musicalidade na capoeira, foi muito mais que ludibriar os olhos do inimigo, descobriu-se que a música vai muito além disso, a harmonia musical da capoeira mexe com o astral do jogador, avisa o perigo (ritmo de cavalaria), dita o estilo de jogo e enriquece o conhecimento através do conteúdo das letras musicais. Enfim, a musicalidade na capoeira de uma forma estratégica, permitiu que o negro fizesse do seu corpo uma arma surpreendente, manteve sua saúde física e mental e desenvolveu a sua inteligência e estratégia de luta.

         A música faz o capoeirista vencer diversas prisões. A prisão do medo, da timidez e da falta de percepção. Quem canta harmonicamente, fala melhor em público, escreve melhor e melhora a criatividade.

De uma forma divertida e prazerosa vamos seguindo na luta sem fim, “a luta pela liberdade! ”

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Link relacionado: Como age a capoeira na vida de quem a pratica?


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Como age a capoeira na vida de quem a pratica?


Como age a capoeira na vida de quem a pratica?


"Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal" (Provérbios 13:20)

             A capoeira por si só, não existe. Como diz as sábias palavras do Mestre Camisa, somos nós os capoeiristas, que fazemos com que ela exista. É a sabedoria de grandes Mestres, passada por gerações, em pleno processo de desenvolvimento.
            Desde o início, a capoeira vem com o propósito de luta pela liberdade. Liberdade essa, sendo possível se começada no íntimo do indivíduo, transformando um espírito cativo em espírito livre. A capoeira instigava o negro mais fraco que o branco, a buscar força a aonde ela é inesgotável, dentro de si mesmo. E hoje, não é diferente, o que muda são as circunstâncias, mas o legado ainda é o mesmo.
           Hoje, embora se diz não ter escravidão, sabemos que isso não é verdade, ela apenas modernizou. Em vez de libertar os negros, ela levou mais pessoas a se escravizar, gente de todas as raças, crenças e etnias, pois o sistema age nos incentivando a escravidão. Pensando nisso, concluímos que somos escravos de nos mesmos, que nos deixamos levar pela ganância, pela inveja, pelo o egoísmo e entre outros sentimentos que vem como reflexo na disputa pelo pódio do capitalismo. Mas ainda temos uma luz muito forte na capoeira, ela vem como instrumento pedagógico de conscientização passado do Mestre para os discípulos no convívio em grupo. A capoeira em seus recursos artístico e cultural, aborda vários aspectos; a arte marcial, a música, os instrumentos, a poesia, valores históricos e o convívio social. O termo criativo da ideia “jogar”, não está na disputa entre duas pessoas, mas pelo melhor entre os dois e aos demais envolvidos numa roda de capoeira, inclusive o público que assiste. A capoeira promove a paz e harmonia entre os povos, se todos compreendessem os fundamentos dessa arte, não haveria espaço para escravidão. Quando se trata de trabalho, esse viria como um complemento para a vida e não para ferir a integridade de quem o faz.

        Como podemos ver, a capoeira busca promover valores culturais e humanos expandindo através do mundo a fim de incutir personalidades fortes com dignidade e valores pessoais, seus ensinamentos promovem um profundo exame pessoal e espiritual. Gostou? Vem pra roda você também!